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7 de enero de 2019

Rito Francés, de Victor Guerra, traducido al portugués

Rito Frances V.Guerra Portugues

Hace ya un tiempo se publicó en castellano el libro  Rito Francés. Historia Desarrollo y Reflexiones, que editó Masónica.es, o tras casi  diez años y por el empuje  de Hermanos brasileños como Gustavo Patuto y la labor increíble de Joao Filardo, como traductor .de este libro Rito Frances ou Moderno.Historia , reflexoes e desenvovimento

De esa necesidad de contar en lengua vernácula (portugués) con el texto coral que resulta el libro Rito Francés es este libro, del cual aporto el capítulo del Prefacio:

Enquanto no campo da cultura maçônica francesa o Rito Francês ou Moderno (RF) é bem conhecido, embora menos do que é o Rito Moderno (RM) representado pelo Régulateur du Maçon, nem por isso deixa de estar presente na cena maçônica francófona, sendo muito praticado por diferentes obediências, destacando-se entre elas quem recebeu como herança este legado ritual, como foi o caso do Grande Oriente de França e do Grande Oriente do Brasil.

No entanto, essa realidade não é a mesma em todos os continentes e países, no livro da historiografia do dever e ter da maçonaria em língua castelhana tem sido quase um total desconhecido e, portanto, muito pouco praticado, ausente quase que total no contexto ritual da maçonaria espanhola por muitos anos, e só reviveu suas cinzas mais que escassas no final do século XX e no alvorecer do século XXI.

Por outro lado, foi um rito ignorado pelos estudiosos, maçons e maçons, daí que em nossa terra (Espanha) exista muita dificuldade em encontrar textos e trabalhos que nos ajudem a nos colocarmos diante da história, do desenvolvimento e singularidade do Rito Francês ou Moderno, que foi solapada pela secular tradição maçônica espanhola, reunida em torno do Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA). E mais, quase poderíamos dizer que na Espanha e no Brasil houve uma simbiose quase total entre a Maçonaria e o Rito Escocês Antigo e Aceito.
No entanto, não se pode negar que houve um regato finíssimo e delgado que fez com que o rito não fosse um fóssil ritual, depois de muitas dificuldades, a essência ritual que os “modernos” desprenderam até hoje.

Não podemos esquecer também que parte dessas dificuldades que temos hoje se devem ao fato de que historiadores e maçonólogos de língua espanhola, em geral, não se ocuparam dos temas rituais; de fato, só contamos na Espanha e no Brasil com uma aproximação da essência ritualística que é o trabalho de Alvarez Lázaro em seu agora famoso livro “A Maçonaria. Escola de formação do Cidadão”, pelo qual sabemos, por exemplo, que o GOdE em 1874, podia usar ambos os Ritos em suas lojas (REAA e RF), e pouco mais se sabe sobre a presença do Rito Francês ou Moderno no século XIX, na Espanha, que durante o primeiro terço do século XX foi 

um total ausente, tanto no Grande Oriente espanhol, quanto na Grande Loja Espanhola.
 Toda a historiografia acadêmica sobre a Maçonaria se contenta em nos descrever o desenvolvimento de lojas e maçons, mas remove de seu escopo de trabalho e análise, as ferramentas essenciais do trabalho maçônico que são os rituais, e especialmente o que se refere ao Rito Francês ou Moderno, cujas referências bibliográficas vêm a referir mais ou menos, ao que foi publicado por mim ou por Joaquim Villalta.

Como se pode imaginar, esta situação é o que me levou a preencher o grande espaço que ocupa minha ignorância sobre o estudo e aprofundamento sobre os ritos. Essa necessidade de encontrar novamente o riacho fluente do Rito Francês ou Moderno, foi o que nos fez promover uma série de maçons espanhóis, o estabelecimento de uma organização como o Grande Oriente da França em solo espanhol, e através dessa ação poder fazer presente de novo o agonizante rito primitivo de fundação fazendo com que de novo a cor moiré de nossos aventais e colares aparecesse novamente, pouco a pouco, por diferentes organismos maçônicos espanhóis.

Hoje, em pleno século XXI, pode-se dizer que há um tímido “renascimento do Rito Francês ou Moderno”, embora não se possa dizer que tal rito tenha chegado a essas terras pelas mãos das lojas espanholas do GOdF, porque anteriormente houve tentativas de algumas Obediências, como a Grande Loja Simbólica Espanhola (GLSE) de trabalhar neste rito, mas não foi algo resolutivo, até o estabelecimento de tais lojas que tornaram tal prática visível dentro do panorama maçônico espanhol.

Diante desta situação de recém-chegados a uma organização veterana como o GOdF, deixou claro nossa ignorância como Mestres Maçons diante de tal rito, o que me motivou a iniciar uma imersão nas fontes francófonas, já que em língua castelhana essa busca era totalmente estéril dada a total ausência de referências bibliográficas e rituais.

O que levou a concentrar minha pesquisa sobre a atividade oferecida em abundância em território da Gália por diferentes maçons e estudiosos de tal rito. Embora, como os Irmãos brasileiros já podem imaginar, adquirir livros de outro país, sempre tenha sido punido com encargos de todos os tipos, e é desnecessário dizer que paguei mais por frete do que pela compra de livros, isso sim, até que o mundo tenha se globalizado e a livre circulação cultural tornou mais viáveis através de grandes centros logísticos.

Durante todo esse trabalho de busca e imersão, encontrei as diferentes fontes sapienciais, a princípio como ignorante que era, achei que o Rito Francês ou Moderno era apenas um ritual, aquele que se praticava em minha Obediência naquele momento, apenas imutável às pequenas mudanças ocorridas a cada Convento. Depois de anos de leitura e pesquisa, percebi que a pluralidade ritualística do Rito Francês ou Moderno era grande e diversa, mas com uma singularidade e umas diferenças que são, por dizer de algum modo, muito sibilinas, quase imperceptíveis aos olhos de um bom artesão, mas enquanto se mergulha em tal oceano ritual que começa em 1717, percebe-se a grande amplitude de perspectivas existente no coração do chamado e conhecido no continente europeu como o Rito Francês ou Moderno.

Portanto, este livro nasce precisamente dessa dificuldade, desse déficit de sabedoria sobre o meu próprio rito de trabalho, que como eu disse é mais diferente do que parece, daí eu quis mostrar neste texto o que tem sido para mim essencial quando se trata de aprofundar minha própria identidade como maçom e praticante do rito de fundação.

Se algo eu aprendi nesse longo processo, como maçom autodidata, erudito e maçonólogo ritualístico, é que não devo me tornar uma referência orgânica do ritual, muito menos uma organização maçônica em particular, em que pese minha participação particular, achei necessário nutrir-me textos de vários autores e pesquisadores que trabalharam ou trabalham sobre a essencialidade do Rito Francês ou Moderno.

Daí que fora traduzindo, à minha maneira e sabedoria, textos e obras que estavam na certeza de que pode me dar uma visão plural e diversa sobre a origem, o desenvolvimento e a realidade do Rito Francês ou Moderno, de toda essa tarefa e preocupação cotidiana baseada em leituras, em traduções e em reflexões próprias, e viagens contínuas, quase mensais com mais de mil quilômetros de distância assistia minha escola de formação presencial, que eram os capítulos do RF do Grande Capítulo Geral do GOdF, onde Jacques-Georges Plumet abriu-me as portas, eu consegui destilar um pequeno corpus de textos, que me parecem essenciais para compreender o Rito Francês ou Moderno a partir de diferentes perspectivas.

O Rito Francês ou Moderno está por ser estudado e desenvolvido, e é claro que ele não desempenha o “papel centrista” como nos colocava Daniel Ligou, o que faz com que ele não corresponda bem a certas necessidades conceituais, filosóficas e políticas de cada momento, digamos que o faça, mas pouco, pelo menos, não se ajusta como a REAA às exigências e modas de cada momento, e portanto não é permeável às pretensões de torná-lo adaptável às tendências religiosas ou esotéricas, ou aos gostos de rituais coreográficos, que em terras como a nossa acostumadas às coreografias e aos rituais floridos do cristianismo, que numa chave maçônica, vem nos oferecer como um paradoxo o cerimonial como aquele que apresenta o REAA, rito mais empático e vistoso e florido, ao contrário do ascético Rito Francês ou Moderno, vindo de uma raiz tão pragmática quanto a cultura evangélica, talvez seja por isso pareça aos espanhóis um rito algo árido e áspero.

Portanto, o livro levanta questões centrais do debate maçônico, que estão ocorrendo no mundo continental europeu, talvez mais na chave de estudos pessoais e individuais do em loja, e concorda-se que algumas das questões começam a envelhecer ou apresentar algumas falhas, porque o progresso que acadêmicos e pesquisadores têm agregado em questões rituais e historiográficas nos forçou a repensar nossas diferentes teses, que por outro lado abriram um amplo leque de possíveis linhas de trabalho e reflexão.

Em meu caso, desenvolvo uma linha de reconstrução e diferenciação entre o que foi o Rito dos Modernos e seu desenvolvimento na Inglaterra e na Europa, comparando isso com os contextos do que conhecemos e entendemos hoje como Rito Francês ou Moderno, um a causa do outro, mas ambos com propostas e conceituações sibilinas por parte de cada uma dessas usinas, o que acrescenta um dificuldade em decifrar e estudar em profundidade no debate aberto a complexidade do Rito da Fundação.

Não é uma tarefa fácil, porque as fontes mais antigas não são muito acessíveis ou abundantes, e nem é preciso dizer que o campo em que nos movemos como pesquisadores é muito amplo, para que apenas um possa cobri-lo, portanto, preencher essa lacuna, tenha proposto este trabalho coral em que estão grandes representantes do rito, tais como Charles Porset, Roger Dachez, Ludovic Marcos, Hivert-Messeca, Daniel Ligou, Jean Charles Nehr, Pierre Besses, PP. Lefevre ou Jean-Georges Plumet ou Joaquim Villalta, ou Jean van Win, e estes podem nos oferecer esse panorama diverso e plural.

 Os leitores brasileiros devem levar em conta que a visão que estou contribuindo aqui vem essencialmente daquilo que depreende e irradia o Grande Oriente da França, como herdeiro legítimo da tradição dos Modernos, mas adequada à singularidade territorial e cultural do mundo francês, onde uma organização tão peculiar quanto o Grande Oriente da França que, por exemplo, teve durante cento e cinquenta anos desaparecidas as Ordens de Sabedoria, enterradas sob a égide do REAA, e no entanto manteve seus graus simbólicos como insígnia do Rito Francês ou Moderno, que sofreu reformas diversas e variadas: Murat, Amiable, Groussier... etc.
Eu acho que esse trabalho, complementado com o livro dedicado ao Rito Moderno, publicado na época, que é a intenção dos editores de seja traduzido em português, sirvam para ver e analisar as peculiaridades e especialidades de cada elemento vindo do trabalho maçônico e ritual dos Modernos.

 Nesse sentido, e na medida em que deixemos de pensar no ritual como uma ferramenta elástica e administrativa, e, em vez disso, o observemos e o pratiquemos tanto por uns e por outros com base em uma primorosa abordagem e desenvolvimento, sabendo o que adicionamos e o que removemos; então seremos capazes de interessar novos Mestres Maçons e lojas para que apostem em seu pleno desenvolvimento, vez que temos em nossas mãos um ritual de certa pureza que se enraíza na Maçonaria original de 1717 e que está encharcado de toda a luz que se lhe pode dar o Iluminismo para poder desenvolver-se plenamente como a arma mais admirável da Maçonaria em defesa da palavra.

Antes de pasar aos textos, acho justo agradecer a todos os autores que permitiram que eu atacasse seus textos, com a intenção saudável e benevolente de divulgar suas pessoas e seus trabalhos em espanhol; não sou tradutor profissional, nem manejo a gramática francesa às mil maravilhas, nem digamos que eu queira me apresentar como o porta-voz oficial ou oficioso de ninguém, nem pessoalmente nem no ritual, digamos que eu sou um autodidata que diante da passividade daqueles que poderiam fazê-lo às mil maravilhas e com mais capacidades que as minhas, se emboscaram em outras lutas e outros cartéis, portanto com as luzes e armas humildes que tenho, tento aportar uma luz modesta, que espero alguém melhor e supere e agradecer aos incentivadores desse projeto de tradução em português que seguramente colocará na cena brasileira um bom ponto de inflexão.

Essa foi a intenção, trazer luz e caminhos de reflexão, a partir dos quais cada um vai trabalhar sua pedra deixando um caminho pelo qual os outros possam caminhar reconhecendo que houve um precursor que deixou sua mensagem e sua pedra talhada. Essa é minha pedra, depois de poucas horas de trabalho e estudo, que ofereço aos leitores brasileiros. Muito Obrigado.


 VÍCTOR GUERRA. 
I

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